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Isolamento, irritação ou tristeza: quando pode ser depressão?

  • liucrispsi
  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura

Seu filho anda mais fechado, irritado ou desanimado? Passa mais tempo sozinho, perdeu o interesse por coisas que gostava e parece distante? Muitos pais se perguntam: “Isso é só uma fase da adolescência… ou pode ser algo mais sério?” Na adolescência, nem sempre a depressão se manifesta como tristeza evidente. Muitas vezes, ela aparece de forma mais silenciosa, disfarçada em comportamentos como irritação, isolamento ou desinteresse.

Diferente dos adultos, muitos adolescentes não demonstram apenas tristeza. Os sinais podem ser mais sutis ou até confundidos com “comportamento difícil”: isolamento frequente, irritabilidade constante, mudanças de humor intensas, desinteresse por atividades que antes gostava, queda no rendimento escolar, alterações no sono (dorme demais ou tem insônia), baixa energia e falta de motivação

Quando deixa de ser “fase”? Oscilações de humor fazem parte da adolescência. Mas alguns sinais ajudam a diferenciar o que é passageiro do que merece mais atenção: Duração: quando os comportamentos e sintomas persistem por semanas, Intensidade: quando começam a afetar o funcionamento emocional, Prejuízos: quando impactam a escola, as relações ou a rotina. Se existe sofrimento contínuo, não é apenas uma fase. É um sinal de que o adolescente pode estar precisando de ajuda.

Leve a sério o que ele sente, mesmo que você não entenda totalmente, o sentimento é real. Escute sem interromper ou corrigir às vezes o adolescente precisa mais de escuta do que de solução. Evite julgamentos e comparações. Cada jovem vive suas próprias dores. Esteja presente, mesmo no silêncio nem sempre ele vai querer falar, mas precisa sentir que você está ali.


Pequenos sinais, quando persistentes, dizem muito. Procure ajuda com mais urgência se houver: falas de desesperança (“nada faz sentido”, “tanto faz estar aqui”), isolamento extremo, abandono de atividades básicas, alterações intensas de sono e apetite ou qualquer menção à vontade de desaparecer ou morrer. Nesses casos, não espere passar sozinho. Muitos adolescentes não sabem explicar o que estão sentindo. E, muitas vezes, nem eles entendem. Por isso, o comportamento muda antes das palavras aparecerem. O que parece “rebeldia” ou “desinteresse” pode ser, na verdade, sofrimento emocional.

A depressão na adolescência tem tratamento e acompanhamento adequado faz toda

diferença.  Com apoio profissional, o adolescente pode: aprender a lidar com suas emoções, se expressar com mais clareza, recuperar energia e sentido e fortalecer seus vínculos. Se você percebe esses sinais no seu filho, buscar orientação é um passo importante.

Cuidar da saúde emocional na adolescência é prevenir sofrimentos maiores no futuro.


.Lilian Guedes – Psicóloga (CRP 22/458 3a R)Especialista em psicologia do adolescente e psicoterapia infantojuvenil. Atendimento presencial em Salvador (BA) e online para todo o Brasil.

Quer entender como a psicoterapia pode ajudar seu filho a atravessar esse momento? Entre em contato.

 

 

 

 
 
 

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